quarta-feira, 2 de março de 2011

TEXTO SELECIONADO NA ETAPA MUNICIPAL DA OLIMPIADA DE LÍNGUA PORTUGUESA

 MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Um passado que não volta mais

Nasci e cresci nessa cidade, e há 77 anos vivo feliz e calmamente, sou o Anísio Marin, e com esse nome simples, conquistei a vida depois da luta. As coisas pouco mudaram em Pitangueiras, mas com o tempo ela cresceu. O trem por aonde eu ia a outros lugares parou de me levar, passou a levar carga.
Lembrança, quantas me vêm à cabeça, a mais marcante foi a perca da minha mulher. Percas são tão difíceis de superar, por que será? Bom, lagrimas me vem aos olhos, nossa convivência era tão boa. Já viajamos juntos pelos trens que aqui passavam.  Os meus 41 anos de casados foram os melhores e os mais bem vividos anos de minha vida. Essa cidade era pequena de tamanho, mas era rica em comércio, era uma cidade movimentada, sempre com pessoal de fora vinha para conhecer.
Minha infância foi boa por aqui, eu e meus amigos sempre íamos nos divertir, era brincadeira na rua, futebol e cinema. Hoje em dia, temos que sair da cidade para ir ao cinema. Os melhores filmes eram no domingo. Íamos à fábrica de refrigerante para consegui-los de graça com o seu Ângelo. E enquanto tomávamos cantávamos a música de Pitangueiras. Chamava-se O Feiticeiro, era de Palmeira e Biá.
As crianças de hoje não dão valor para o que tem hoje você escolhe a escola, mas antes não tinha como, era uma só, ou era ela ou não estudava.
Hoje vivo calmamente em minha oficina, conversando com os amigos, esperando o tempo levar as minhas lembranças e com ela a dor de um passado que não volta mais.





                                                      VICTÓRIA 7ª A

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